Goiânia, sbado, 24 de junho de 2017
22/05/17 28360 visualizações

STJ decide prosseguir com ação penal contra Marconi





 O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), poderá virar réu em decisão do ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça. Após o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) votar o fim da necessidade do aval da Assembleia Legislativa de Goiás, isso tende a se tornar regra.

O processo em que Marconi Perillo é denunciado pelo Ministério Público Federal pela prática de dois crimes de corrupção passiva, em continuidade delitiva, seguirá e após o prazo da defeza, o tucano poderá virar réu. 

Além do governador,  Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira; o presidente do Conselho de Administração da construtora Delta, Fernando Cavendish; e o ex-diretor regional da Delta Cláudio Abreu são investigados. Eles são acusados de participar do esquema e foram denunciados por corrupção ativa.

Martins é relator da ação penal ajuizada no STJ. O tribunal é competente para processar e julgar governadores por terem foro por prerrogativa de função. "Marconi tinha papel central no esquema criminoso que tinha como objetivo ampliar as participações da Delta no Estado", destaca Martins.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os valores dos contratos com a Delta no estado pularam de R$ 5 milhões para R$ 75 após a posse do governador, em 2011. Em troca, Marconi teria se beneficiado com o pagamento de R$ 90 mil referentes a dívida de campanha do jornalista Luis Carlos Bordoni. O dinheiro foi pago por empresas laranjas. 
 
A denúncia aponta que, nos meses de abril e maio de 2011, um assessor do tucano entrou em contato com Bordoni por duas vezes para perguntar em qual conta deveria ser pago os serviços do jornalista prestado na campanha de Marconi em 2010. 
 
Após esses contatos, relata o documento, depósitos foram feitos pelas empresas fantasmas Alberto & Pantoja e Adécio & Rafael, que teriam sido constituídas por Cavendish, Cláudio Abreu e Cachoeira apenas para o pagamento de propina a agentes públicos a partir de dinheiro da Delta.
 
O MPF argumenta que, após os pagamentos, Marconi determinou aditivos com a Delta em aluguéis de carros para a Segurança Pública. O número de veículos foi aumentado sob conhecimento de Marconi.
 
Segundo o procurador, se Marconi tivesse comprado as 1981 viaturas alugadas após os aditivos, gastaria R$ 39,2 milhões. Foram pagos à Delta pelo aluguél R$ 75,3 milhões. 
 
 
Saiba mais
 


Mande pra gente, via Whatsapp, denúncias, textos, vídeos e fotos sobre a realidade do Estado de Goiás. Whatsapp do Goiás Real: (62) 8453 6115. Vamos preservar sua identidade, se for do seu interesse.

Outras notícias

+ veja mais notícias