Goiânia, sexta, 15 de dezembro de 2017
06/12/17 1075 visualizações

Após fracassos em 3 pastas, Marconi diz que Eliton está habilitado





O governador Marconi Perillo (PSDB) disse nesta terça-feira, 05, que o vice-governador José Eliton está habilitado a governar Goiás após passar por experiências na administração estadual. 

Mas os fatos revelam realidade bem diferente. O vice-governador José Eliton (PSDB) assumiu três cargos no primeiro escalão do governo de Marconi Perillo (PSDB), mal durou 1 ano em cada uma dessas funções, deixou as pastas numa situação muito pior que antes de sua entrada e ainda vai ganhar novas atribuições no governo.

Vale lembrar que, para o desespero dos goianos, ele também tende a assumir o governo de Goiás em março de 2018, quando Marconi deve deixar o cargo para disputar o Senado. Após os resultados pífios, Marconi ainda entregou a gestão do Programa Goiás na Frente ao tucano, que repete os parcos resultados. Vamos ao lustroso currículo de José Eliton.

Celg (2011)

Após Marconi, por vaidade e imaturidade política, fazer naufragar um vantajoso acordo de salvação da Celg costurado pelo ex-governador Alcides Rodrigues, José Eliton assumiu o comando da estatal prometendo recuperá-la financeiramente, elevar a qualidade do serviço e, principalmente, mantê-la nas mãos dos goianos. Na época, o valor de mercado da Celg era estimado em torno de 7 a 10 bilhões de reais. 

Resultado: José Eliton não durou 1 ano na estatal, o serviço no período piorou muito (a Celg passou nos anos seguintes a ser considerada a pior distribuidora de energia do Brasil) e agora foi vendida para a iniciativa privada pela pechincha de R$ 2,18 bilhões. 

Desenvolvimento Econômico (2015)

Após amargar um período de ostracismo como vice decorativo de Marconi, Eliton recebeu nova missão: comandar uma supersecretaria criada sob medida para ele tentar se viabilizar como sucessor do tucano. O vice recebeu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação com a missão de colocar Goiás como 7º maior PIB nacional e viabilizar uma série de projetos. 

Resultado: Goiás continua como 9º PIB do País e a única coisa que Eliton conseguiu fazer na pasta foi criar uma peça de marketing abstrata chamada Inova Goiás, que, aliás, o próprio governo já fez questão de abandonar. 

Segurança Pública (2016)

José Eliton assume a Segurança Pública com a promessa de reduzir drasticamente a criminalidade do Estado. Em seu primeiro discurso, disse que não se apegaria mais na velha desculpa do governo de que o problema está nas leis – embora outros Estados, que são regidos pela mesma legislação, tem conseguido resultados satisfatórios na área. 

Resultado: Fora o marketing vazio de sempre, José Eliton ficou imóvel. A criminalidade continuou crescendo, Goiás se consolidou como um dos Estados mais perigosos do País e, sem encontrar explicações para seu fracasso, o secretário começou a maquiar as estatísticas para amenizar a situação e voltou a adotar exaustivamente o discurso de que a legislação é o problema. 

Com o agravante de que o cargo acabou expondo publicamente sua arrogância e soberba já tão comentada (e criticada) entre os próprios aliados. Num surto de megalomania, há cerca de um mês ele anunciou que faria uma cruzada nacional para propor mudanças nas estratégias de combate ao crime. Como sabemos, esta cruzada não chegou nem a Posse.  

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