Goiânia, sbado, 20 de janeiro de 2018
12/01/18 20597 visualizações

Ministério Público acaba de pedir a prisão de 4 aliados de Marconi



Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal acaba de deflagrar nova fase da Operação Decantação, que investiga esquemas de corrupção na Saneago. Há o envolvimento de 38 pessoas. O procurador Mário Lúcio Avelar pede a prisão preventiva de quatro aliados de Marconi Perillo: o ex-presidente da estatal José Taveira, hoje no comando da Fundação de Previdência Complementar do Estado de Goiás (Prevcom-GO); os ex-diretores Robson Salazar e Mauro Henrique Barbosa; e o empresário Carlos Eduardo Pereira da Costa, da empreiteira Sanefer.

Em dezembro de 2016, o processo da operação foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) por decisão judicial porque o deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB), que tem foro privilegiado, aparecia em uma das ligações interceptadas. Já fatos que dizem respeito ao governador Marconi Perillo (PSDB) estão encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça. A partir de abril, daqui três meses, Marconi não terá mais foro privielgiado. 

Segundo matéria do jornal O Popular, Os quatro alvos de pedido de prisão são denunciados por crimes praticados contra a administração pública, organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro. A denúncia diz que o esquema favorecia empresários, empregados públicos e políticos. “Particularmente estes últimos se valeram dos recursos desviados da estatal para a promoção do pagamento de dívidas de campanha, para financiar partidos políticos, despesas de cunho eleitoral, além de evidentemente promover o enriquecimento ilícito”, diz o documento do MPF.

José Taveira e Robson Salazar, assim como o ex-diretor de Expansão da Saneago e ex-deputado estadual Afrêni Gonçalves, então presidente do PSDB goiano, e Carlos Eduardo haviam sido presos na deflagração da operação, em agosto de 2016. No caso dos três primeiros, a Justiça não acatou o pedido de prorrogação da prisão e eles saíram após cinco dias. Carlos Eduardo permaneceu por mais tempo.

Com base nas interceptações telefônicas, documentos apreendidos e mensagens de WhatsApp, o MPF aponta “provas da existência de esquemas de pagamentos de propinas, inclusive existência de mesadas”.

Segundo a denúncia, empresas de engenharia, mediante ajuste prévio, frustravam licitações para a contratação de obras de saneamento entre 2012 e 2013, “tendo ficado evidente a participação da empresa Sanefer Construções e Empreendimentos”. O documento também diz que, para permitir o funcionamento do cartel, a fraude às licitações e contratação em valores superfaturados, os servidores da Saneago recebiam propina.

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