Goiânia, quarta, 25 de abril de 2018
21/01/18 2208 visualizações

Polícia Federal e MPF: Saneago pagou voos para José Eliton



Foto: Divulgação

Documentos das investigações da Operação Decantação, do Ministério Público Federal (MPF-GO) e da Polícia Federal (PF) apontam para suspeitas sobre o uso político da estatal goiana Saneago. É o que aponta a principal matéria de hoje do jornal O Popular, assinada por Fabiana Pulcineli.

Parte dos funcionários cita como o empresário Carlos Eduardo Pereira da Costa, da Sanefer - recordista em valores de contratos com a estatal na lista de denunciados - circulava à vontade na sede da Saneago, tanto nas diretorias como participando de reuniões internas. Carlos Eduardo era influente também em outras áreas do governo, cedendo voos para o vice-governador - na época também secretário de Segurança Pública - participar de eventos políticos no interior, em 2016, ano de sucessão municipal, e para o então chefe de Gabinete do governador Marconi Perillo (PSDB) Luiz Alberto de Oliveira, conhecido como Bambu. Relatórios também apontam suspeitas de privilégio em pagamentos para a Sanefer e repasses de caixa 2 a candidatos.

O próprio Carlos Eduardo admitiu em depoimento à PF que cedeu voos para a campanha do PSDB ao governo, em 2014, e que acredita que isso esteja declarado na prestação de contas das campanhas, mas não abordou os episódios de 2016.

Em outros dois depoimentos de servidores, uma ex-superintendente e um ex-gerente, há relatos de que a Saneago bancou a montagem do comitê central da campanha de Marconi em 2014, na BR-153. Marconi e José Eliton negam uso político da Saneago.

As investigações ouviram pelo menos dez funcionários de carreira da Saneago, fora aqueles que ocuparam a direção. Um deles comenta que os servidores comemoram a deflagração da operação em 2016 porque tinham conhecimento de irregularidades e suspeitas de corrupção. “Após a Operação Decantação, diz que ouviu comentários de colegas nos corredores de ‘alívio e satisfação’”, diz o termo do depoimento do servidor, que tem quase 40 anos na empresa.

Também houve envio de dados a outras instâncias nos casos de citações a políticos que têm foro privilegiado. O Supremo Tribunal Federal já havia determinado o desmembramento do processo justamente porque a primeira denúncia, de setembro de 2016, citava o nome do deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB). Coube ao MPF em Goiás apurar apenas o envolvimento dos demais nomes. O processo sobre Vecci fica com o Supremo e fatos relacionados ao governador foram encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça.

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