Goiânia, sbado, 24 de fevereiro de 2018
24/01/18 2454 visualizações

Padrão Marconi: Ipasgo limita exames e prejudica usuários





No discurso, o governador Marconi Perillo (PSDB) diz que a Saúde no Estado vai bem, mas, na prática, a realidade é bem diferente, como mostra reportagem do jornal O Popular publicada nesta quarta-feira (24). Pacientes que utilizam o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) reclamam que a cota disponibilizada pelo órgão não atende a necessidade, o que, de acordo com especialistas em direto médico, é ilegal.

Segundo a reportagem, desde dezembro o Ipasgo redistribuiu o número de vagas de exames em cotas entre seus prestadores. No novo sistema, cada clínica é atendida de acordo com a demanda mensal e recebe uma quantidade específica de vagas. 

Ouvida pela reportagem, Adriana Angélica de Jesus, de 42 anos, confirmou que o novo sistema não funciona, prejudicando o usuário que paga pelo serviço. Ela tentou fazer uma biópsia, mas em todos os lugares as cotas já haviam acabado. Nem exames simples o usuário consegue fazer mais.

“Eu tentei marcar um exame de sangue. Como é isso de você precisar de um hemograma e não conseguir?”, reclama. “E olha que o meu plano não é barato”.

Para o advogado especialista em direito médico, Temer Merhi, ouvido pelo O Popular, a situação é ilegal. “Se o cliente paga pelo plano e não consegue usá-lo por uma limitação do prestador, já é uma situação ilegal. Inclusive, apresentando esse caso a um juiz, o usuário também é indenizado por danos morais”, explica. 

A dona de casa Mônica Souza, de 45, não conseguiu marcar exames nem para o filho, nem para a mãe. “Eu procurei várias clínicas para fazer os exames do meu filho, mas não consegui. Por ser um caso grave, optei por um laboratório particular. Tive que pagar R$ 150, com meu filho internado, sofrendo com cólicas”, conta.

Já a mãe de Mônica teve que passar por várias clínicas até conseguir realizar os exames. “É um absurdo isso. A gente pega o plano, tem que emitir guia, esperar autorização e ainda não consegue fazer os exames.”.

O Ipasgo, como sempre, lava as mãos e diz apenas que a mudança ocorreu por gastos excessivos, isto é, em vez de investigar os motivos disso, prefere prejudicar os usuários, que pagam caro por um serviço ruim.

Marconi Perillo, por sua vez, que adora falar que a Saúde em Goiás é a melhor do Brasil, poderia trabalhar para que isso fosse verdade, em vez de ficar contando vantagens sobre benefícios que só funcionam em propaganda de governo.

 

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