Goiânia, quarta, 15 de agosto de 2018
09/08/18 816 visualizações

Improviso e corrupção: Saneago prepara racionamento de água





Tentando sempre culpar o consumidor e a falta de chuva para a secura que vai se intensificar nas torneiras dos Goianos, a Saneago enfim admitiu que haverá racionamento. 

Segundo o Diário da Manhã nesta quinta-feira, 09, depois de muito vai e vem, informações desencontradas, reuniões e mais reuniões, foi definido, após outra reunião, com diversas entidades, que a Saneago terá que apresentar, até o próximo dia 15 de agosto, um plano de racionamento de água para o sistema Meia Ponte. 

Na campanha, entretanto, José Eliton terá que explicar como até hoje não conseguiu concluir a ligação entre o sistema Meia Ponte e João Leite. Além da falta de planejamento, a Operação Decantação, a Operação Lava Jato também comprova os motivos da ausência de água na torneira dos goianos.

Entre os doadores da campanha de Marconi Perillo em 2014 estão as empreiteiras Norberto Odebrecht e OAS, ambas envolvidas no escândalo da Lava Jato. Juntas, as referidas empresas doaram R$ 2,3 milhões para o tucano.

A Odebrecht doou R$ 1,8 milhão junto com a subsidiária Odebrecht Gás e Óleo, para a campanha de Marconi Perillo em 2014.  Via Caixa 2, foram mais de R$ 10 milhões, segundo delação premiada revelou recentemente. Fora que o governador Marconi Perillo (PSDB) chegou a pedir R$ 50 milhões, conforme relato de dois delatores. Além de doar para a reeleição de Marconi, a Odebrecht tem contratos gordos com seu governo.

Nos contratos com a Saneago, a Odebrecht foi protagonista do Consórcio Centro-Oeste, que também incluia a Construtora Central do Brasil (CCB), detentora de muitos outros contratos com o Estado, e a empresa de saneamento Foz do Brasil.

Hoje este contrato está com a Brookfield. O modelo de subdelegação dos serviços de esgoto da Saneago funciona como concessão, em que a estatal terceiriza os serviços por meio de licitação. Isso garantiria ao consórcio Centro-Oeste receita líquida de R$ 49 milhões ao ano e, a partir de 2019, R$ 105,5 milhões ao ano. Portanto, em 30 anos, o faturamento previsto ultrapassa os R$ 2,7 bilhões com a exploração da rede de esgoto nos quatro municípios goianos. Muitos lucros, nenhuma água. 

O contrato terceirizou a exploração dos serviços de água e esgoto em Rio Verde, Jataí, Aparecida de Goiânia e Trindade. Marconi também tentou em Goiânia - mas o prefeito não deixou. Se esse faturamento de R$ R$ 2,7 bilhões fosse pros cofres do Estado, em vez do bolso das construtoras, a situação financeira do Estado não seria melhor? Certamente. E, também certamente, a falta de água não seria mais um dos vários problemas que o goiano enfrenta. 


Mande pra gente, via Whatsapp, denúncias, textos, vídeos e fotos sobre a realidade do Estado de Goiás. Whatsapp do Goiás Real: (62) 8453 6115. Vamos preservar sua identidade, se for do seu interesse.

Outras notícias

+ veja mais notícias