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Objetivo de entrar na OCDE deve melhorar políticas públicas brasileiras, defende Glaustin em Paris


 

Na França para participar de encontro internacional de parlamentares, deputado federal argumentou que, mesmo que o País demore a se tornar membro associado, processo de entrada traz ganhos ao estimular revisão legislativa

A agência Bloomberg noticiou nesta quinta-feira (10) a tendência de os Estados Unidos priorizarem o ingresso de Argentina e Romênia na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na avaliação do deputado federal Glaustin da Fokus (PSC-GO), porém, mesmo que leve mais tempo para entrar oficialmente no organismo, o Brasil tem muito a se beneficiar do processo de revisão legislativa a ser estimulado pelo objetivo de aderir à instituição.

Em Paris a convite da OCDE para participar de um encontro da Rede Parlamentar Global, Glaustin se encontrou com o Delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas na capital francesa, embaixador Carlos Marcio Cozendey, com quem tratou da candidatura brasileira ao organismo.

“O Brasil não deve desistir do objetivo de ingressar na OCDE porque tem muito a evoluir com todo esse processo de entrada, que costuma durar pelo menos dois anos, tempo necessário para cada país aperfeiçoar e modernizar sua legislação e, assim, se aproximar do nível das nações mais desenvolvidas, o chamado ‘clube dos riscos’, apelido da organização”, disse Glaustin. “Acredito que a nossa população ganhe bastante na qualidade das políticas públicas em áreas como educação, economia, saúde, tecnologia e trabalho.”

Segundo Cozendey, além de Argentina e Romênia, o Brasil disputa lugar com Bulgária, Croácia e Peru para entrar na organização, que hoje engloba 36 nações de alto PIB per capita e elevado Índice de Desenvolvimento Humano. “O processo de acessão é longo e envolve um exame de políticas públicas de cada país, para verificar se a candidatura é compatível”, explicou o diplomata.

Aproximação
O embaixador destacou a importância da presença de Glaustin e dos também deputados federais Eduardo Cury (PSDB-SP) e Major Vitor Hugo (PSL-GO) na Rede Parlamentar Global. “Esse envolvimento de um país com a OCDE implica adotar recomendações que geram consequências em termos de mudança de leis. Por isso, o Congresso Nacional será convidado a se pronunciar sobre questões relevantes para o processo de acessão”, afirmou Cozendey. “O Brasil já tem uma participação muito intensa nos grupos da OCDE e a vinda de três parlamentares é uma oportunidade para que eles conheçam os assuntos que hoje estão em pauta na organização e aqueles que em breve estarão.”

Glaustin apresentou estatísticas brasileiras a mais de 130 parlamentares em Paris, representantes de 33 países de todos os continentes. “Estamos entre as 10 maiores economias mundiais e somos gigantes em produção, exportação e oportunidades de investimento”, discursou. “Somos o maior mercado consumidor da América Latina. Nosso País encontrou um novo rumo. Muitas ideias já começaram a sair do papel e muita coisa boa ainda está por vir.”

Em suas redes sociais, após o primeiro dia de debates na capital francesa, o deputado goiano ainda reforçou a relevância dos temas elencados pela OCDE para o trabalho de formuladores de políticas públicas. “Discutimos questões de impacto atual e futuro, como a taxação da economia digital e das energias renováveis, as relações de trabalho, a luta contra a corrupção e a necessidade de promover um crescimento inclusivo”, resumiu, em referência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Criada em 1961, a OCDE tem a missão de promover políticas que fomentem a economia e o bem-estar social ao redor do mundo. O traço comum do trabalho da organização é o compromisso com a economia de mercado, sob a égide de instituições democráticas. Trata-se de um fórum no qual governos podem trocar experiências e buscar soluções para desafios comuns. Entrar no grupo traz benefícios em vários setores, sobretudo na atração de investimentos.

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