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Estados Unidos - O ator George Clooney foi solto após pagar fiança nesta sexta-feira. Ele foi detido em um protesto dentro da embaixada do Sudão, em Washington, contra as ações do presidente sudanês, Omar al Bashir.
Clooney foi detido pela polícia em uma manifestação que foi amplamente acompanhada pela imprensa, que filmou o ator se aproximando tranquilo em direção aos agentes antes de, com um meio sorriso, ser algemado. Os manifestantes denunciaram bombardeios, violência e o uso de comida como "arma de guerra" que estariam sendo realizados pelo governo do Sudão "contra homens, mulheres e crianças" no sul da região de Cordofão, uma área de fronteiras pouco definidas entre o Sudão e seu vizinho Sudão do Sul.
O ator, um fervoroso ativista dos direitos dos habitantes do Sudão do Sul, pediu nesta semana ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que convença o governo da China a aderir à pressão internacional para que o governo sudanês permita que a ajuda ingresse na fronteira sul do país para atenuar a crise de fome.
Na quarta-feira, Clooney compareceu no Congresso dos EUA para advertir sobre a situação do Sudão do Sul, alertando que a população está sendo massacrada, e fez um apelo para que sejam aprovadas sanções contra o governo sudanês. Clooney viajou às montanhas sudanesas de Nuba, em Cordofão do Sul, onde, segundo disse, os habitantes fugiram para cavernas com o fim de "seguir com vida".
O ator prepara um documentário com John Prendergast, cofundador do Enough Project, uma ONG criada para lutar contra o genocídio e os crimes contra a humanidade, no qual mostram a violência sofrida por os civis por ações das Forças Armadas sudanesas, que realizam bombardeios aéreos nas montanhas de Nuba com fins de limpeza étnica, denunciou.
Em 2010, Clooney ajudou a fundar o Projeto Satélite Sentinela, cujo objetivo é captar imagens das atrocidades que são realizadas no interior do Sudão. "Vamos continuar fazendo vídeos que possam estar disponíveis para as pessoas", declarou na audiência.
Com informações são da EFE
Fonte:foto EFE
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