Com o recente lançamento do iPhone 5 pela Apple, uma agência de notícias chinesa resolveu infiltrar um de seus jornalistas na fábrica da Foxconn para que as pessoas conhecessem o processo de fabricação do aparelho, informou o site Techtudo. O repórter se passou por um operário durante dez dias.
O jornalista confirmou a fama da Foxconn de oferecer condições ruins de trabalho aos operários. Segundo o profissional, os dormitórios eram sujos e não ofereciam condições mínimas de conforto aos trabalhadores. Além disso, destacou que o contrato de emprego não tratava de questões importantes como horas extras, acidentes de trabalho ou salubridade do ambiente.
Também foi relatado pelo repórter a maneira com que os superiores tratavam os trabalhadores. De acordo com ele, o mal tratamento era recebido com naturalidade pelos empregados e que eracomum ouvir os supervisores dizerem que esse tratamento acontecia pelo bem de todos.
Na linha de produção do iPhone 5, os funcionários não puderam entrar com quaisquer materiais metálicos e nem aparelhos eletrônicos como câmeras e celulares. Em seu diário, o jornalista anotou que um operário chegou a ser demitido porque levou consigo um cabo USB para dentro da linha de produção.
Para finalizar, o repórter da agência chinesa afirmou que as horas de trabalho eram muitas e que os operários ganhavam cerca de R$8 a cada duas horas extras trabalhadas, mesmo nas madrugadas.
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