O projeto de remodelação da área foi apresentado pelo secretário estadual da Agricultura,
um dos palestrantes do Tá na Mesa da Federasul desta quarta-feira (07)
Transformar o Parque Estadual de Exposições Assis Brasil em um polo permanente de eventos e com funcionamento o ano todo é a meta do governo estadual com o novo projeto de remodelação da área localizada no município de Esteio. Nesta quarta-feira (07), a iniciativa ganhou a adesão da Federasul, que será parceira do Festival de Gastronomia, marcado para 2013. O projeto será apresentado pelo Executivo à diretoria da Federasul para acertar os detalhes da participação da entidade. A ideia é realizar ao menos um evento por mês já a partir do próximo ano para que a utilização do parque não fique restrita ao período da Expointer, segundo o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi. Um dos palestrante do Tá na Mesa, ele informou que está em estudo a criação de uma empresa estatal pública para assumir a gestão do Parque Assis Brasil.
Atualmente, as atividades do Parque Assis Brasil são de responsabilidade da pasta comandada por Mainardi. A ideia é torná-lo independente e autossuficiente economicamente. “Estamos estudando as questões que envolvem os custos de criar uma empresa estatal, mas teremos vantagens que com certeza compensarão esses custos”, afirmou. Mainardi apresentou os principais pontos da remodelação da área do Parque Assis Brasil, juntamente com Maurênio Stortti, o diretor-presidente da Consultoria Stortti, empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto.
Na reorganização do Parque, houve a divisão da área em três grandes núcleos: Agronegócio, Cavalo Crioulo e Mecanização Agrícola. Serão criados também o Comercial e de Lazer, que preveem a construção de hotel, centro de eventos, centro tecnológico, núcleo educacional e polo gastronômico, de acordo com Maurênio Stortti. Ele destacou que, além das obras na atual área, o projeto contempla uma nova área a ser desenvolvida e que receberá os empreendimentos.
As obras de melhorias – algumas já em andamento – contam com recursos na ordem de R$ 25 milhões, oriundos da Secretaria Estadual da Agricultura, BNDES e Ministério da Agricultura. Nos próximos oito anos, prazo para conclusão do projeto, o poder público deverá investir R$ 140 milhões na reparação do Parque. Caberá à iniciativa privada um investimento em torno de R$ 440 milhões para a construção em áreas a serem concedidas, como a destinada à construção do hotel.