Analistas econômicos ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem um sentido mais de cunho ideológico pelo desaparecimento da figura carismática de um representante de posição esquerdista do que do ponto de vista prático sobre a economia tanto daquele país quanto das demais nações da América Latina.
Caso se confirme o nome do atual presidente interino, Nicolás Maduro, nas eleições como o provável sucessor na Presidência, deve ser mantida “ a política chavista ou bolivariana oposta ao neoliberalismo”, disse o economista Samy Dana, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Se a oposição ganhar, ele acredita que a tendência é uma abertura maior nas parcerias bilaterais e multilaterais no mundo dos negócios, porém, em processo lento.
Por enquanto, no entanto, o economista diz ser muito cedo para traçar um cenário futuro sobre os efeitos da morte de Hugo Chávez. O fato, na opinião dele, abre espaço para reflexão sobre a vulnerabilidade existente em torno da forte dependência do petróleo, recurso natural que responde por 96% das exportações daquele país.
Dana disse que o produto está sujeito às oscilações do mercado internacional e, como no passado as cotações estavam em alta, o Produto Interno Bruto (PIB - soma das riquezas geradas no país) da Venezuela teve expansão de 6%.
Fonte:ag Brasil
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