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| Agricultura impulsiona varejo do RS que comemora aumento de vendas de 6,3% em 2013 |
| Data Publicação:12/12/2013 |
O varejo gaúcho comemora o crescimento no volume de vendas de 6,3% em 2013. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, na manhã desta quinta-feira (12/12) apresentou estudo com o balanço do ano de 2013, perspectivas econômicas de 2014 e estimativas de vendas em relação ao Natal de 2012. As vendas relacionadas à comemoração do dia 25 de dezembro devem representar um crescimento de 5%, na comparação ao mesmo período do ano passado.
- A alta, em âmbito anual, de 6,3%, representa uma vitória significativa diante das dificuldades que enfrentamos em 2013. A alta dos juros e a perda de competitividade em razão da elevada carga tributária inibiram o consumo. O índice está abaixo do padrão médio de expansão dos últimos sete anos, de 8,5%. Mas ainda assim, temos motivos para comemorar - avalia o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
Os principais fatores apontados que favoreceram a expansão das vendas em 2013 foram a manutenção de baixas taxas de desemprego no Rio Grande do Sul e a elevação da massa salarial gaúcha em patamares próximos a 6%, em termos reais, isto é, descontada a inflação. Outro ponto positivo destacado pela entidade varejista foi a boa safra 2012/2013, além das previsões otimistas com relação a colheita 2013/2014.
O fim do incentivo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em relação a 2012, dos produtos de linha branca, eletrodomésticos, móveis, automóveis e material de construção foi um dos fatores que inibiram um crescimento ainda maior do varejo gaúcho em 2013.
A adoção do cartão de crédito como meio principal de pagamento em 2013 também chama a atenção. Aproximadamente 36% das compras foram realizadas desta forma, apresentando uma alta de 4%. Sendo que a preferência pelo débito ou dinheiro diminuiu para 29% em 2013 quando comparado ao ano passado, que apresentou o índice de 35%. O cheque, por sua vez, está caindo em desuso. Em dois anos, esta opção diminuiu em 50%. Em 2013, apenas 7% dos gaúchos adquiriram produtos por este meio.
A entidade varejista também apresentou seus índices de recuperação de crédito, através do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC): 34,56% dos consumidores inadimplentes quitam suas dívidas em até 13 dias após o recebimento da carta de notificação. Outro número comemorado pela FCDL-RS é adesão ao Programa QComércio, que qualifica atualmente 532 empresas no estado.
- O varejo está se expandindo francamente no Rio Grande do Sul e a gestão da Qualidade é um fator indispensável para continuarmos neste caminho. Precisamos continuar otimistas e nos qualificando sempre. Por isso disponibilizamos o QComércio, pois acreditamos que este é um meio de beneficiar o empreendedor através da gestão estratégica, acreditando no aumento destes índices ano após ano - avalia o presidente da FCDL-RS.
Ao analisar a economia brasileira em 2014, a FCDL-RS estima sinais positivos através de fatores como as eleições majoritárias, que geralmente influenciam no crescimento da economia. Também espera que as taxas de desemprego continuem estáveis em patamares reduzidos, o que deve aumentar a renda do consumidor. A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça entre 4,5% e 6% e o consumo entre 6% e 7,5%.
Em território gaúcho, a entidade varejista vê com bons olhos a perspectiva de boa safra agrícola, a uma situação cambial favorável para exportação. A desvalorização do Real, que aumenta a competitividade de exportação estadual, pode representar uma oportunidade especial para a indústria calçadista e moveleira. E ainda considera que Porto Alegre, sendo uma das sedes da Copa do Mundo e sendo palco de seleções importantes, certamente receberá um fluxo inédito de turistas. A estimativa é de um PIB estadual com alta entre 5,5% e 7% e de crescimento de vendas no varejo entre 7% e 8,5%.
Estimativa de vendas no Natal de 2013 descriminada por setor, em comparação com o ano passado:
• Combustíveis Alta de 4,23% - Mesmo com o aumento do preço dos combustíveis, a consolidação de uma frota maior de veículos dá consistência a tal elevação de consumo.
• Hiper e Supermercados Alta de 4,5% - Esse ramo, que andou patinando no decorrer do ano em função da inflação dos gêneros alimentícios, vem se revigorando nos últimos meses, especialmente por conta da estabilização da produção dos hortifrutigranjeiros.
• Móveis e Eletrodomésticos Alta de 4,7% - O consumo das novidades apresentadas pelo setor no período natalino acaba sendo parcialmente prejudicado pela alta gradual do IPI incidente sobre os produtos do setor, determinada pelo Ministério da Fazenda no decorrer de 2013. Se não fosse por esse fator, o crescimento seria de pelo menos 7%.
• Artigos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos Alta de 2,6% - Com os produtos importados mais caros, em função da desvalorização do Real, e perspectivas de um verão mais chuvoso (La Niña - diminuindo vendas de filtros solares e outros artigos do gênero), as vendas desse gênero deverão crescer modestamente.
• Informática e Comunicação Alta de 10% - O ramo continua sendo a grande âncora do crescimento do varejo no período de final de ano. Tablets, notebooks, smartphones e vídeo games manterão sua trajetória de alta das vendas. Mas as taxas de crescimento estão mais modestas, pois no ano passado a expansão das vendas do setor foi de 24,7%. Aparentemente o "fator novidade" está se arrefecendo.
• Veículos e Motocicletas Alta de 5,3% - Continuam sendo o grande sonho de consumo dos gaúchos e brasileiros. No período natalino de 2012, o aumento das vendas foi de 11,8%. O crescimento menos intenso desse ano é resultado do fim do IPI reduzido.
• Material de Construção Alta de 5,3% - Resultado também poderia ser melhor (ano passado foi de 12,9%) caso não tivesse ocorrido a alta de IPI nos produtos comercializados pelo setor.
• Tecidos, Vestuário e Calçados Alta de 3,4% - Setor deve manter a mesma dinâmica de crescimento do ano passado. Aumento intenso de Natal está mais focado em novidades tecnológicas.
• Livros, Jornais, Revistas e Papelaria Queda de 4,3% - Comércio de livros pela internet (lojas virtuais de outros estados); popularização da leitura eletrônica e campanhas pela redução do uso de papel são fatores que vem determinando a redução estrutural das vendas do setor.
Clique aqui e acesse o material completo da entrevista coletiva.
www.fcdl-rs.com.br/balanco-2013
Fonte:playpress
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