A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo pediu hoje à presidente
Dilma Rousseff que seja atribuída à ditadura militar a responsabilidade
pela morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. As informações são da
Agência Brasil.
A comissão, que desde o ano passado investiga a morte de JK, concluiu
que a versão oficial sobre a morte do ex-presidente foi "forjada"
durante a ditadura.
A versão oficial diz que JK morreu em agosto de 1976 em um acidente de
carro na rodovia Presidente Dutra, quando o carro em que estava colidiu
com uma carreta após ter sido fechado por um ônibus.
Após uma série de audiências durante o ano passado para investigar a
morte do ex-presidente e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, a comissão
decidiu declarar, em dezembro, que Juscelino sofreu um atentado político
e foi, na verdade, assassinado durante a ditadura militar.
Um relatório sobre a morte do ex-presidente, produzido pela comissão e
com a conclusão de que ele foi assassinado, também foi encaminhado à
presidenta Dilma.
Além da presidente, também receberam uma cópia do relatório o presidente
do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa; o presidente do Congresso
Nacional, Renan Calheiros; o procurador-geral da República, Rodrigo
Janot; e o coordenador da Comissão Nacional da Verdade Pedro Dallari.
"Kubitschek não perdeu a vida em um simples acidente de trânsito,
conforme alegaram as autoridades do período militar com base em perícias
feitas em 1976 e mesmo as que vieram depois", disse o vereador Gilberto
Natalini (PV), presidente da Comissão Municipal da Verdade, por meio de
nota.
"JK foi vítima de conspiração, complô e atentado político. Agora,
queremos que as autoridades federais proclamem oficialmente o
assassinato de JK, para que possamos alterar de uma vez por todas essa
página vergonhosa de nossa história."