O forte terremoto que atingiu parte do Chile nesta terça-feira (1) e
deixou pelo menos seis pessoas mortas, provocou tsunami na região norte
do país. A Marinha chilena, que emitiu um alerta de tsunami
imediatamente após o sismo, disse que as ondas chegaram às costas do
país e que a maré aumentou em um intervalo de 1,58 a 1,8 metro, segundo o
seu monitoramento.
Ao menos seis pessoas morrerem e três ficaram feridas gravemente,
informou o ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo. As vítimas fatais
correspondem a quatro homens e uma mulher. As causas das mortes seriam
ataques cardíacos e esmagamento.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro do terremoto
de magnitude 8,2 está localizado 86 km a noroeste da cidade de Iquique,
na fronteira com o Peru, a uma profundidade de 20 km. Anteriormente, o
terremoto havia sido classificado como sendo de magnitude 8,0.
O tremor e o tsunami forçaram autoridades a esvaziar partes de algumas
cidades e a emitir alertas para toda a costa do Pacífico Sul e da
América Central. A operação envolveu a retirada de 900 mil pessoas,
segundo Ricardo Toro, diretor do Escritório Nacional de Emergências
(Onemi). Os alarmes soaram no Equador e no vizinho Peru, onde o
terremoto foi sentido com força e as principais cidades do sul foram
isoladas.
A mídia local relatou falta de energia e congestionamentos em algumas
estradas à medida que as pessoas tentavam fugir para zonas mais seguras,
em meio à chegada das primeiras ondas a Iquique, uma cidade portuária
importante para a exportação de cobre.
O Centro Nacional de Sismologia da Universidade do Chile, informou que o
forte terremoto foi sentido às 20h47 locais (mesmo horário em Brasília)
e que seu epicentro foi registrado a 85 km a sudoeste de Cuya e a 99 km
da costa da cidade de Iquique, na província de mesmo nome.
O prefeito de Arica, a 1.660 km de Santiago, Salvador Urrutia, disse que
a cidade registrou feridos após o forte tremor, destruir algumas casas e
causou danos em alguns prédios.
O terremoto também provocou deslizamentos de terra e bloqueios parciais
de estradas, de acordo com o Escritório Nacional de Emergência (Onemi).
O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico disse que as costas do Peru,
Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Nicarágua também estavam em
risco.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, declarou área de desastre nas
regiões de Arica e Tarapacá, duas das mais afetadas pelo terremoto. A
presidente viajará nesta quarta-feira (2) para as áreas afetadas.
O tremor ocorreu perto de uma área onde estão concentradas algumas das
maiores mineradoras de cobre do mundo. No entanto, a estatal Codelco,
maior produtora mundial de cobre, informou que o epicentro do terremoto
estava longe de suas operações. A gigante internacional BHP Billiton
opera a mina de cobre Cerro Colorado na região.
"A mina (Cerro Colorado) está em uma área elevada, longe do epicentro,
não deveria ter nenhum impacto nas operações", disse um porta-voz da BHP
Billiton no Chile à agência de notícias Reuters.
A mineradora Southern Copper tampouco sofreu danos em suas reservas.
Uma série de terremotos de média intensidade tem abalado a mesma área há
várias semanas, alarmando a população. O poderoso tremor ocorreu quatro
anos após o devastador sismo de magnitude 8,8 e o tsunami no centro e
sul do país que deixaram 525 mortos em 2010.
O Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru (Indeci) informou, em
comunicado, que o tremor deixou nove pessoas levemente feridas, além de
ter causado danos em sete imóveis e o desabamento de um templo, sem
especificar os locais. O serviço de distribuição elétrica foi afetado
nas regiões de Tacna, Moquegua e Arequipa e deverá ser restabelecido
paulatinamente nas próximas horas, segundo um relatório preliminar.
Fonte:G1
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