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| Preço da carne bovina pressiona a inflação |
| Data Publicação:08/04/2014 |
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 0,96%, na
primeira prévia de abril ante 0,85%, no encerramento de março. De acordo
com a apuração feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da
Fundação Getulio Vargas (FGV), essa elevação de 0,11 ponto percentual
(p.p.) foi provocada, principalmente, pelo avanço no grupo alimentação
(de 1,66% para 2,05%). Entre os itens que mais pressionaram a inflação
estão as carnes bovinas cujos preços em média ficaram 2,48% mais caros
ante uma alta de 1,61%.
Mais de três grupos de um total de oito pesquisados apresentaram
aumentos de preços: saúde e cuidados pessoais (de 0,49% para 0,71%) sob o
efeito dos medicamentos (de 0,04% para 0,73%); vestuário (de 0,63% para
0,97%) puxado pelo aumento de preços de roupas (de 0,80% para 1,28%) e
despesas diversas (de 0,26% para 0,36%) com destaque para a cobrança dos
serviços em clínica veterinária (de 0,78% para 1,32%).
Já em comunicação, o consumidor foi favorecido pela queda na média de
preços em 0,08% ante uma alta de 0,05%. O principal motivo foi o recuo
da tarifa de telefone residencial (de -0,48% para -0,63%).
Nos demais grupos ocorreram decréscimos que também ajudaram a conter o
ritmo de inflação. Em educação, leitura e recreação, houve alta de 0,73%
ante 0,94% com destaque para a passagem aérea (de 13,66% para 5,58%).
No grupo habitação, o índice mostra elevação de 0,53% ante 0,56% com a
perda de velocidade no valor pago aos empregados domésticos (de 1,12%
para 0,89%) e, em transportes, foi constatada variação de 0,63% ante
0,69%. Neste caso, a contribuição veio da tarifa de ônibus urbano (de
0,33% para -0,16%).
Os cinco itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S são:
batata-inglesa com alta de 44,30%; tomate (30,30%); refeições em bares e
restaurantes (1,07%) ; leite longa vida (4,17%) e gasolina (0,94%). Em
sentido oposto, os que ajudaram a frear o avanço do índice foram: frango
em pedaços (-2,46%); maçã (-5,98%); tarifa de telefone residencial
(-0,63%); alimentos preparados e congelados de aves (-2,19%) e tarifa de
táxi (-1,61%).
Fonte:ag brasil
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