Um grupo com 53 cientistas saiu em defesa dos cigarros eletrônicos em
carta direcionada à Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é
pedir que a OMS, "resista à tentação de controlar e suprimir os cigarros
eletrônicos”, de acordo com trecho do documento. Os especialistas, de
15 diferentes países, defendem que os cigarros eletrônicos não devem
sofrer as mesmas restrições dos cigarros tradicionais.
No documento, os especialistas argumentam que os dispositivos, que
fornecem nicotina em vapor, são uma das “inovações de saúde mais
importantes do século 21” e “podem salvar muitas vidas” por substituir o
cigarro tradicional, comprovadamente nocivo.
O grupo teme que os cigarros eletrônicos sejam incluídos na meta de
redução de consumo e na proibição de publicidade previsto na
Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco, adotada pelos membros da
OMS.
Os críticos do cigarro eletrônico questionam a ausência de estudos
sobre os efeitos que o dispositivo pode causar na saúde do usuário a
longo prazo. Um relatório recente, encomendado pelo departamento de
Saúde Pública da Inglaterra, disse que é necessária uma regulamentação
adequada e um acompanhamento atento dos riscos.