Governo Estadual e Prefeitura de
São Paulo mais uma vez reiteraram que os torcedores devem ir à abertura
da Copa do Mundo e aos demais jogos no Itaquerão de transporte público.
Mas estão de dedos cruzados para que a greve do metrô termine. Ninguém
ousa cravar que o sistema funcionará na quinta-feira, dia do primeiro
jogo, entre Brasil e Croácia, e admitem a existência de um plano B para
que ninguém seja prejudicado. Os
transportes sob trilhos são os mais recomendados para se ver jogo no
estádio. Mas nesta segunda-feira numa tensa coletiva para a revelação
dos detalhes da mobilidade para a Copa, o assunto metrô predominou. O
prefeito Fernando Haddad, sua vice, Nádia Campeão, além de Roberto
Arantes, coordenador de relações institucionais da secretaria de
transportes, e de Raquel Verdenacci, coordenadora executiva do comitê
paulista, se desdobraram para garantir que o torcedor não será
prejudicado para ver os jogos na capital paulista. Mas
não convenceram. "Temos um plano B de contingência discutido e
simulado. Qualquer dificuldade em dia de Copa e ele será aplicado. Ele
só não será divulgado", afirmou Arantes. "Com o expresso da Copa (trens
da CPTM) não temos preocupações." O que eles tentaram esconder é que os
ônibus do sistema Paese serão acionados em caso de falta de metrô. Uma
coisa é certa. O expresso da Copa permanecerá com trens saindo da
estação da Luz de oito em oito minutos mesmo em caso de greve do metrô.
"Não há insegurança para a estratégia operacional", garantiu Arantes. "Se
surgir algum problema, vamos reagir e temos a estratégia pronta. Estou
confiante e segura que tudo será realizado da melhor forma", garantiu
Nádia, tentando apaziguar tais preocupações com a possível ausência do
metrô. Raquel disse que não há como comparar o problema para 5 milhões
de usuários de metrô aos cerca de 60 mil torcedores que vão ao estádio.
"É um contingente bem diferente e estamos preparados." Constrangido
ao ver as pessoas a seu redor não conseguirem encontrar uma solução ao
problema, Haddad resolveu mostrar que outras dificuldades já foram
superadas. "Até agora tudo tem ocorrido como planejado. Enfrentamos
vários imprevistos na preparação da Copa, ninguém acreditava que o
Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos ficaria pronto a tempo, nem
acreditavam na entrega do estádio e de suas arquibancadas provisórias",
falou. "A Justiça do Trabalho já definiu pela volta ao trabalho e tenho a
expectativa que a categoria compreenderá. Nosso desejo é a
normalidade", enfatizou. E
o prefeito foi além. "Todos os imprevistos foram vencidos, tudo que foi
assumido acabou cumprido e vamos superar outro problema. Estamos
seguros, governo e prefeitura, que vamos fazer uma grande festa."
Fonte:Por Fabio Hecico. Estadão conteudo
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