O metrô iniciou suas operações normalmente na manhã de hoje (10) na
capital paulista. Com a suspensão da greve dos metroviários, que durou
cinco dias, as 65 estações foram abertas e as cinco linhas da cidade
funcionam em toda a extensão. Com isso, o rodízio municipal de veículos
voltou a vigorar, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).Os metroviários decidiram ontem (9) suspender a paralisação por dois
dias e marcaram nova assembleia para quarta-feira (11), véspera da
abertura da Copa do Mundo. A categoria reivindica, entre outras coisas, a
readmissão de 42 trabalhadores demitidos.
O protesto da
categoria realizado ontem teve confronto com a Tropa de Choque, que
lançou bombas de gás e balas de borracha. Os manifestantes também
fizeram barricadas e queimaram lixo em frente à estação. A polícia
deteve 13 grevistas dentro da Estação Ana Rosa, que posteriormente foram
levados para o 36° Distrito Policial – Vila Mariana. Essas pessoas
assinaram um termo circunstanciado e responderão por interrupção de
serviço de interesse coletivo.
O secretário estadual dos
Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que não houve
acordo com os metroviários e que o governo não readmitirá os 42
funcionários demitidos pela manhã. Os 13 funcionários detidos nesta
segunda, após confrontos, também poderão ser demitidos.
O
presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres Júnior, disse
mais cedo que a categoria voltaria a trabalhar se o governo readmitisse
os demitidos. "Todas as centrais sindicais do País estão solidárias com a
luta. A intenção do governo é intimidar demitindo só 42 trabalhadores, e
não todos os funcionários que não foram trabalhar de manhã e de tarde.
Se Alckmin seguisse sua lógica deveria demitir toda a categoria", disse
após a reunião de conciliação.
"Sou fã de Neymar e vou torcer
pela seleção, mas lamentamos que haja dinheiro para a Copa e não para os
trabalhadores. É claro que sabemos que a Copa representa uma pressão
extra para as autoridades" nas negociações, admitiu o líder
sindical.Aldo confia em solução para greve no metrô de SP antes de
abertura da Copa
No último domingo (8), uma decisão do Tribunal
Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo determinou o fim da greve e
multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A paralisação do
metrô foi considerada abusiva pelo TRT. O sindicato informou que vai
recorrer da decisão,
Fonte:yahoo conteudo foto estadão
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