Autoridades americanas afirmaram que o avião da Malaysia Airlines, que
caiu quando sobrevoava a Ucrânia com 295 pessoas a bordo, foi realmente
derrubado por um míssil, como já era especulado desde que a notícia da
tragédia foi divulgada.
Analistas de inteligência "acreditam fortemente" que um míssil terra-ar
derrubou o avião e estão revisando dados para determinar se o disparo
foi feito por separatistas pró-Moscou na Ucrânia, por tropas russas na
fronteira ou por forças do governo ucraniano, revelou uma autoridade
americana que não quis ser identificada.
Em comunicado veiculado pela televisão, o presidente da Rússia,
Vladimir Putin, afirmou que a responsabilidade da tragédia envolvendo a
queda do avião da Malaysia Airlines em solo ucraniano "é da Ucrânia".
"Não teria acontecido se Kiev não tivesse retomado as operações militares", disse Putin.
Por sua vez, o presidente ucraniano, Petro
Poroshenko, disse que a queda foi um "ato terrorista" e determinou a
criação de uma comissão para investigar a queda.
Sviatoslav Tsegolko, porta-voz do presidente ucraniano, afirmou no
Twitter: "Poroshenko a respeito do avião abatido: isso não é nem um
acidente, nem uma catástrofe, é um ato terrorista".
Pouco antes da notícia da queda do avião ser divulgada, os separatistas
pró-russos anunciaram ter derrubado um avião ucraniano na área onde a
tragédia ocorreu.