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O candidato a vice-presidente da República pela chapa de Marina
Silva, Beto Albuquerque (PSB), disse hoje (25) que a direção do partido
será a responsável pelas investigações a respeito da denúncia de que o
jato usado por Eduardo Campos no acidente ocorrido no último dia 13, em
Santos (SP), que matou o ex-governador pernambucano e mais seis pessoas,
foi comprado com o uso de recursos não contabilizados.
De acordo com informações veiculadas em uma revista semanal, o
proprietário e as pessoas responsáveis pelas despesas do jato Cessna
Citation PR-AFA ainda não foram encontrados. Além disso, há denúncias de
que o partido não declarou nenhuma informação sobre o jatinho à Justiça
Eleitoral. A identificação dos donos do avião é necessária para que as
famílias das vítimas possam entrar com pedidos de recebimento de seguro.
“Espero que, entre hoje e amanhã, através do escritório de advocacia
que contratamos, possamos dar ao Brasil todos os esclarecimentos.
Estamos juntando as informações para que isso não deixe qualquer dúvida
para ninguém. Não devemos passar dessa semana sem dar as explicações e
esclarecimentos devidos”, disse Albuquerque, após visita à 23ª Bienal
Internacional do Livro de São Paulo, na capital paulista, ao lado da sua
candidata à Presidência, Marina Silva.
Marina destacou que tem a preocupação de que todos os esclarecimentos
sejam dados. “Tanto quanto as razões do acidente, quanto do ponto de
vista legal. Esse é um esforço que o partido está fazendo com o senso de
responsabilidade que temos que ter com uma questão como essa. Nós
queremos que sejam dadas explicações de acordo com a materialidade dos
fatos, e para isso é preciso que tenhamos o tempo necessário para que
essas explicações tenham a devida base legal”.
Marina ressaltou que a visita à Bienal ocorreu em função do espaço
destinado à educação em seu programa de governo. Para ela é preciso
deixar claro que a educação passa por dois processos: a entrada na
escola na idade certa e da maneira certa, com ensino em período
integral; e o [processo] exercido pela comunidade escolar, que envolve
familiares e outros agentes educacionais.
“Queremos uma educação que seja capaz de alfabetizar com competência,
de formar com capacidade, para que as pessoas possam acessar ocupações
que melhorem suas vidas, e [capaz de] formar cidadãos de acordo com as
necessidades do nosso país. Queremos também valorizar a leitura como
forma complementar de formação da criança, do adolescente e do jovem”,
disse.
Fonte:ag brasil
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