O Banco Central fará o necessário
para que o processo de convergência da inflação para a meta estipulada
pelo governo se dê no horizonte de 2016, afirmou Luiz Awazu Pereira,
diretor de Regulação do Sistema Financeiro e de Assuntos Internacionais
do BC. "Para isso (o BC) deverá mirar ao longo de 2015 para uma
trajetória que deverá ser compatível com a maior probabilidade possível
de se atingir essa meta em 2016", declarou Awazu nesta segunda-feira,
15, durante o seminário "Reavaliação do Risco Brasil", no Rio de
Janeiro. Segundo o diretor, a autoridade
monetária agirá de acordo com os desdobramentos de determinadas
circunstâncias nos próximos meses. "A caracterização da maneira como
isso se dará terá de ser fruto das circunstâncias que vão
necessariamente ocorrer ao longo dos próximos meses. Mas o objetivo é
fundamental, a convergência da inflação para a meta, fazer o que for
necessário para que isso aconteça em 2016", disse o diretor do BC. No
mesmo seminário, Sebastian Briozzo, diretor sênior da Standard &
Poor"s, avaliou que é preciso que o controle inflacionário tenha auxílio
tanto da política monetária quanto da fiscal. "Uma coisa
não está isolada da outra", disse Briozzo. "A gente vê a política
macroeconômica como um todo. O Banco Central tem de fazer o seu
trabalho, a meta explícita é do BC. Mas não pode ser enxergado isolado
do que é feito no fiscal", completou. Segundo ele, a inflação precisa
ser tratada no contexto de uma política macroeconômica.
Diante dos comentários de
participantes do seminário de que apenas o esforço do BC pode não ser
suficiente para o arrefecimento da inflação, Awazu repetiu: "Nós
fazemos, da nossa parte, tudo o que será necessário para trazer a
inflação à meta de 4,5% ao ano no horizonte de 2016". Transparência Briozzo
disse também, durante o seminário, que a Standard & Poor"s não
espera um ajuste fiscal rápido para o ano que vem no Brasil, mas precisa
ver com transparência uma melhora nas contas públicas. "Não
estamos esperando um ajuste fiscal rápido. O que precisamos ver é que o
ajuste é transparente", disse Briozzo, ao responder uma pergunta sobre a
transição de modelo de política econômica que deverá ser feita pela
nova equipe do governo.
Fonte:Yahoo.com
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