Pela primeira vez, os economistas do mercado financeiro passaram a
prever inflação acima do teto da meta de 6,5% no ano de 2015, segundo
pesquisa conduzida pelo Banco Central na semana passada com mais de 100
instituições financeiras. O levantamento, que dá origem ao relatório de
mercado, também conhecido com Focus, foi divulgado nesta segunda-feira
(22).
Para este ano, a expectativa dos economistas para a inflação ficou
estável em 6,38%. Para 2015, no entanto, a estimativa subiu de 6,50%
para 6,54%. A meta de inflação é de 4,5%, com tolerância de dois pontos
para mais ou para menos. Dessa forma, o teto é de 6,5%.
Em 12 meses até novembro, segundo informou o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA, considerada a inflação oficial
do país, ficou em 6,56% – valor que ainda está acima do teto de 6,5%. A
meta, porém, vale somente para anos fechados.
Produto Interno Bruto
Para o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas baixaram a estimativa
de uma alta deste ano de 0,16% para 0,13%. Foi a quinta queda seguida
do indicador. Se confirmada, será a menor expansão desde 2009, quando o
PIB teve retração de 0,33%. Para 2015, a estimativa de expansão da
economia recuou de 0,69% para 0,55%, na quarta redução consecutiva.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território
brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e
serve para medir o crescimento da economia.
No fim de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão
técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o Produto Interno Bruto
(PIB) cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior. De janeiro a
setembro, a economia teve expansão de 0,2% frente ao mesmo período do
ano passado. Já no acumulado em quatro trimestres até setembro, a alta
foi de 0,7%.
Taxa de juros
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou
para 11,75% ao ano neste mês, a expectativa do mercado para o
fechamento de 2015 permaneceu estável em 12,50% ao ano. Isso quer dizer
que os analistas dos bancos esperam alta nos juros no próximo ano.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar
conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação
brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos
pré-determinados. Em 2014, 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o
teto é de 6,5%.
Fonte:G1
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