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| Presidente birmanês aceita reunir-se com líder opositora Aung San Suu Kyi |
| Data Publicação:11/11/2015 |
O presidente de Mianmar, Thein Sein, aceitou reunir-se com a líder opositora Aung San Suu Kyi, para falar da vitória do partido da vencedora do Nobel da Paz nas eleições gerais do domingo, informou nesta quarta-feira a imprensa local.
"A reunião será realizada depois que a Comissão Eleitoral complete sua incumbência", escreveu em sua conta de Facebook o ministro da Informação e porta-voz do escritório da presidência, Ye Htut.
Htut deu declarações desde o dia anterior a vários meios de comunicação, locais e internacionais, nas quais felicitou Suu Kyi e seu partido, Liga Nacional para a Democracia (NLD, em inglês), por seu triunfo nas eleições.
Thein Sein felicitou hoje a NLD por sua vantagem nas eleições. O partido indicou que a felicitação lhe chegou através de uma mensagem do porta-voz presidencial após saber da grande maioria do partido de Suu Kyi segundo a apuração parcial dos votos, de acordo com o jornal "Mianmar Times".
"Em consonância com os resultados anunciados pela Comissão Eleitoral da União, eu gostaria de felicitar a NLD por liderar a corrida pelas cadeiras parlamentares", disse Ye Htut, segundo citou a NLD.
"Em homenagem aos desejos dos cidadãos, o governo realizará uma transferência pacífica de acordo com os tempos legislados", acrescentou o porta-voz presidencial.
A apuração dos votos emitidos nas eleições gerais já se aproxima de 45% e aponta para uma vitória arrasadora da NLD, que com essa porcentagem apurada já conseguiu 134 cadeiras, do total de 323 em jogo na câmara baixa do parlamento nacional, 77 dos 168 assentos disputados no Senado, e outros 234 nas câmaras legislativas estaduais e regionais.
Em segundo lugar aparece o governante Partido para a Solidariedade e o Desenvolvimento da União (USDP, em inglês) com oito deputados na câmara baixa, dois na alta e 26 nas regionais e estaduais.
Suu Kyi enviou na véspera vários convites para se reunir com Thein Sein e o presidente da câmara baixa, Shwe Mann, assim como com o chefe das forças armadas, Min Aung Hlaing, para abordar a "reconciliação".
Mianmar esteve governada por regimes militares desde 1962 até 2011, quando a última junta passou o poder a um governo civil aliado que começou a aplicar reformas políticas, econômicas e sociais.
Suu Kyi passou no total mais de 15 anos sob prisão domiciliar durante a ditadura militar por reivindicar, de maneira pacifica, democracia para seu país.
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