CINEMA MUNDO ECONOMIA CULTURA ESPORTES EDUCAÇÃO CONCURSOS CIÊNCIAS & SAÚDE
SEXTA-FEIRA, 24 DE ABRIL DE 2026
ULTIMA NOTÍCIA:
Alexandre de Moraes abussa da sorte e manda investigar Michele, esposa de Bolsonaro
BUSCAR
   
  Notícias
Acontecendo
Africa
América do Sul
Automóveis & Motocicletas
Beleza
Brasil
Brasilia
Ciência & Saúde
Cinema & Teatro
Concursos & Emprego
Conteúdo
Cultura
Diversidade
Ecologia
Economia
Editorial
Educação
Entretenimento
Esportes
Gastronomia
Gente
Goiânia e Centro-Oeste
Goiás
Impecheament
Jurídico
Meio Ambiente
Moda
Mulher
Mundo
Música e Ritmos
Noite Rio
Planeta Criança
Policia
Politica
Poluição
Porto Alegre
Religião
Rio de Janeiro
RioPress
São Paulo
Saúde
Tecnologia
Tocantins
Turismo
União
Página Inicial / Notícias / Brasil
  Brasil
 
Foi uma rajada de um segundo, diz sobrevivente de atentado a Marielle
Data Publicação:19/03/2018
Única sobrevivente do ataque ao carro de Marielle Franco (PSOL) na última quarta (14), uma assessora da vereadora deixou o estado do Rio para se proteger. Por motivos de segurança, seu destino não foi informado.

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, ela disse estar "apavorada" e "despedaçada". "Como não ter medo? Que audácia. Como matar de uma forma covarde uma mulher?", disse ela, que estava ao lado de Marielle no banco traseiro quando o crime ocorreu.

Marielle foi atingida por quatro tiros. O motorista Anderson Gomes, por outros três. A assessora disse que não percebeu que o ataque era direcionado ao veículo em que estava. Inicialmente, pensou estar no meio de uma troca de tiros.

"Foi apenas uma rajada de um segundo", contou. Ao todo, 13 tiros foram disparados. Marielle soltou uma interjeição antes do tiroteio e depois caiu sobre a assessora. Anderson falou apenas "ai".

A sobrevivente conseguiu colocar o veículo em ponto morto e puxar o freio de mão. Deixou o carro agachada, achando ainda se tratar de um tiroteio. Ela contou que demorou a saber que Marielle e Anderson haviam morrido "Só [percebi] quando a polícia chegou, falando de dois mortos e uma sobrevivente", disse.

Em uma mensagem de celular, chegou a dizer que estava bem, mas que Marielle estava desmaiada e Anderson também.

A vereadora não costumava andar no banco de trás do veículo, disse a assessora, mas naquele dia as duas aproveitavam a viagem para ver fotos no celular. Os criminosos sabiam de sua posição no veículo, pois seguiram o carro desde o último compromisso do grupo, na Lapa, região central do Rio.

Também ao Fantástico, a companheira de Marielle, Mônica Benício, disse que recebeu uma mensagem da vereadora após o encontro perguntando se precisava de algo da rua.

Morando juntas há um ano e meio e com quase 13 anos de relacionamento, as duas planejavam se casar em 2019. Ela disse que Marielle não havia relatado ameças ou riscos à sua segurança. "Ela estava feliz, estava preocupada planejando o casamento para o ano que vem."

"Só tinha uma maneira de calar minha filha e é o que fizeram com ela", disse o pai de Marielle, Antônio Franco. A família reagiu à divulgação de notícias falsas em redes sociais ligando Marielle ao tráfico de drogas. "Chamar minha filha de bandida é inadmissível", afirmou sua mãe, Marinete Franco.

ENTENDA

A vereadora Marielle Franco (PSOL), 38, foi morta na noite de quarta (14) na zona norte do Rio. Ela e o motorista do carro em que estavam foram baleados e ambos morreram. Uma assessora que a acompanhava sobreviveu.

Ela voltava do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas", uma roda de conversa na Lapa (centro), quando foi interceptada pelos criminosos.

A vereadora era aliada de Marcelo Freixo, que ficou em segundo lugar na eleição para prefeito do Rio. Segundo ele, nem o partido nem a família de Marielle sabiam de ameaças contra ela.

A morte ocorreu no momento em que a intervenção federal na segurança pública do Rio completa um mês. A medida, inédita, foi anunciada pelo presidente Michel Temer (MDB) em 16 de fevereiro, com o apoio do governador Luiz Fernando Pezão, também do MDB.

Temer nomeou como interventor o general do Exército Walter Braga Netto. Ele, na prática, é o chefe dos forças de segurança do estado, como se acumulasse a Secretaria da Segurança Pública e a de Administração Penitenciária, com PM, Civil, bombeiros e agentes carcerários sob o seu comando.

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o estado está em situação de calamidade pública e conta com o auxílio das Forças Armadas desde setembro do ano passado.

Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para o carro das corporações. Faltam equipamentos como coletes e munição.

A falta de estrutura atinge em cheio o moral da tropa policial e torna os agentes vítimas da criminalidade. Somente no ano passado 134 policiais militares foram assassinados no estado.

Policiais, porém, também estão matando mais. Após uma queda de 2007 a 2013, o número de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial está de volta a patamares anteriores à gestão de José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança (2007-2016). Em 2017, 1.124 pessoas foram mortas pela polícia.



Nome:
E-Mail:
+ Notícia(s)
- Cpi do Covid pode pegar prefeitos e Governadores por má aplicação de recurso federal
- Ford sai do Brasil, Rodrigo Maia e o verdadeiro culpado !
- Glaustin reafirma apoio do PSC ao presidente Jair Bolsonaro
- Semana da Constelação Familiar: de 11 a 19/03
- STJ concede habeas corpus a deputado federal João Rodrigues por prescrição de prazo
- Equipe econômica de Guedes terá nove nomes do governo Temer
- FHC revela voto nulo em segundo turno das eleições presidenciais
- Aposentadoria integral ficará mais difícil a partir da semana que vem
- McDonalds demite funcionário que emprestou batata para o Burger King
- Homem coloca fogo em um morador de rua em Santos (SP)
Paginação:
     
MAIS PROCURADOS
Empresa
Reclamações
Regras de publicação


 
PRODUTOS
Publicidade
Artigos Acadêmicos
 
INTERAÇÃO
Contato / Reclamações / Sugestões
 
 
Goias Real - Todos os Direitos Reservados de 2004 a 2020.