Luisito deve ser operado do tumor cerebral que paralisa parte do seu corpo, mas pegou catapora em um hospital infantil de Caracas e precisa aguardar. Em outro quarto, Yuriángela não sabe se conseguirá fazer a próxima sessão de quimioterapia.
Perto de Luis, um menino moreno de oito anos, dorme um bebê de quatro meses com macrocefalia. Um mosquiteiro tenta protegê-lo do contágio. Sua cabeça acumula uma grande quantidade de líquido e precisa de uma válvula de drenagem que o hospital não tem .
Caso após caso, a falta de medicamentos, que segundo a Federação Farmacêutica chega a 80%, e de insumos médicos compõem um dos problemas mais críticos durante o governo de Nicolás Maduro, que no domingo (20) tentará se reeleger.
No quarto de Luis também está Anthony Noguera, de sete anos. Está com um buraco nas costas por uma ferida de operação que está aumentando. Nem o centro médico nem as farmácias têm curativos de cicatrização, só conseguido em dólares , segundo a avó María Silva. "Não temos. Estamos entre a cruz e a espada", acrescentou, resignada.
Fonte:https://noticias.uol.com.br
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