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| Governo anuncia trégua, mas fim da greve de caminhoneiros é dúvida |
| Data Publicação:25/05/2018 |
Na noite desta quinta-feira, ministros do governo Temer anunciaram ter chegado a um acordo com representantes dos caminhoneiros para suspender as manifestações e greves por 15 dias. No entanto, na manhã desta sexta-feira 24 estados e o Distrito Federal ainda registravam protestos. Portanto, já é o quinto dia de paralisação, causando problemas de desabastecimento de combustíveis e de alimentos.
O ACORDO
O acordo foi assinado por algumas entidades representativas, incluindo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA). No entanto, outros grupos, como a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) e a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) rejeitaram a proposta.
Na reunião, além de se comprometer a zerar a Cide sobre o diesel – medida já anunciada na terça – o governo disse que vai ressarcir a Petrobras para que a estatal estenda por um mês o desconto de 10% sobre o preço do diesel na refinaria. No entanto, o acordo para a trégua deixou de fora a isenção do PIS/Cofins sobre o óleo diesel, principal reivindicação da categoria.
CAMINHONEIROS NÃO ACEITAM
Caminhoneiros autônomos parados nas rodovias disseram, após a divulgação do acordo, que não acabarão com a greve.
“Os supostos sindicatos que estão negociando não representam os caminhoneiros que estão na rua”, disse o motorista Aguinaldo José de Oliveira, 40, ao jornal Folha de S.Paulo. Para ele, que trabalha com transportes há 22 anos, o movimento não tem um líder.
“São uns aproveitadores que não falaram com a gente antes da greve e chegaram agora, quando já estava tudo parado”, afirma o caminhoneiro, parado na av. Anhaguera, Campinas. “Estou em mais de 30 grupos de WhatsApp e em nenhum aceitaram esse acordo.”
AEROPORTOS EM ESTADO CRÍTICO
As reservas de combustível do aeroporto de Brasília se esgotaram na manhã desta sexta-feira (25) após cinco dias de paralisação dos caminhoneiros pelo aumento do preço do diesel. Em nota, a Inframerica, responsável pelos aeroportos do Distrito Federal e de Natal, divulgou que aviōes que necessitam de abastecimento devem ficar em solo até a situação ser normalizada.
O último relatório da Infraero, divulgado ontem, apontou situação crítica em ao menos sete aeroportos: Recife, Ilhéus, Goiânia, Palmas, Maceió, Carajás, São José dos Campos e Uberlândia.
Fonte:Yahoo.com
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