Goianos ainda estão com dificuldades para encontrar combustíveis e gás de cozinha no estado nesta sexta-feira (1º). Nas revendedoras de botijão estão sendo montadas listas de espera para quando novos carregamentos chegarem. Já em postos, muitos motoristas chegam a esperar por horas na fila para conseguir encher o tanque.
Outros serviços também foram impactados pelo ato dos caminhoneiros, que cobravam redução no preço do diesel. Frotas de ônibus foram reduzidas e até aulas foram suspensas (veja abaixo como estão os serviços).
Em uma distribuidora de gás do Setor Pedro Ludovico, na capital, os funcionários informaram ao G1 que não havia nenhum botijão para entrega. No local, a empresa está fazendo uma lista de agendamentos para começar a entregar o produto nesta tarde, quando está previsto chegar um carregamento.
O presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás (Sinergás) informou à TV Anhanguera que o desabastecimento foi causado pela paralisação dos caminhoneiros em todo país. Com isso, as cargas não eram entregues. Porém, o produto chegou em 10% dos estabelecimentos, mas não há uma previsão de quando todo o serviço será normalizado.
Em outra unidade, a responsável explicou que deve receber um carregamento nesta tarde, mas a quantidade será menor que a demanda. Para organizar todos os pedidos, ela montou uma lista de espera pelos botijões.
Esse desabastecimento preocupou muitos comerciantes. Gilmar Fernandes Pereira, gerente de uma padaria no Setor Nova Suíça disse que não chegou a ficar sem gás para assar os pães e salgados, mas seguia monitorando a situação. “Soube que a distribuidora em que eu compro ficou sem o gás. Fiquei sabendo que volta hoje à tarde e, se Deus quiser, não vai afetar o nosso trabalho por aqui", disse.
No interior, a situação era a mesma. Em Anápolis, das poucas revendedoras que tinha gás, o movimento era intenso. Os telefones não paravam de tocar e os entregadores saiam sempre carregados para atender todos os clientes.
Fonte:https://g1.globo.com/go/goias
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