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| Editorial: O Justificando te convida a fazer parte desta história |
| Data Publicação:14/06/2018 |
O Portal Justificando surgiu como reflexo da atuação ativista de três jovens advogados durante as jornadas de Junho de 2013. André Zanardo, Brenno Tardelli e Igor Leone co-fundaram em São Paulo o coletivo Advogados Ativistas visando defender a liberdade de manifestantes que estavam sendo presos arbitrariamente pelas forças policiais do Estado.
Tratava-se de um grave momento no qual estavam sendo violados princípios e garantias básicas de um Estado Democrático de Direito, como o direito da liberdade de expressão, diariamente coibido pelas forças policiais nas manifestações de rua.
A atuação jurídica nas ruas, delegacias e tribunais tiveram um êxito ainda maior com o trabalho jornalístico do grupo, que foi realizado para informar a população dos seus direitos e das violações que insistiam em acontecer. Neste momento, o Justificando ainda não existia, mas tudo era feito através de um site e das páginas do coletivo nas redes sociais.
Após atuarem na defesa de manifestantes em mais de 1000 casos entre 2013/2014, estes advogados ganharam destaque na mídia, tanto como produtores de conteúdo quanto na atuação ativista pelos Direitos Humanos. Em determinado momento, perto da Copa do Mundo, quando as manifestações eram cada vez mais atacadas pela polícia, os relatos precisavam ser feitos em até três línguas diferentes com objetivo de atingir mídias do mundo inteiro.
A profissionalização na coleta de informação, os relatos precisos das manifestações e a aproximação com as mídias nacionais e internacionais levaram à criação de um novo coletivo chamado Observadores Legais. Neste etapa ativista, o objetivo era observar, relatar e denunciar abusos do Estado por meio do sistema institucional.
O aprendizado deste período permitiu a eles perceber a importância da mídia na formação e construção de um entendimento político/jurídico e notar que havia uma grande lacuna de comunicação para se falar do direito de forma progressista. Percebeu-se que de nada adiantava falar ou dizer de direitos se de fato na hora da sua efetivação eles não ocorriam. Nasce assim o primeiro insight para a criação do Justificando: era hora de conversar sobre direitos fazendo conexão entre a academia e o ativismo visando construir um debate real com o poder público.
Finalmente, ainda em 2014, nasce o Justificando, com a proposta de dar voz para juristas contestadores, movimentos sociais, acadêmicos e atores culturais que estivessem engajados na luta por Democracia e Direitos Humanos.
Com linguagem jovem e acessível, o Justificando desde então produz notícias, artigos, programas em vídeo, publica livros, organiza palestras e elabora cursos online – através da sua nova plataforma, a Pandora.
O Justificando tem como missão transformar a nova geração de pensadores do Direito, atuar incessantemente para levar informações e criar uma identidade sólida do que seria uma frente progressista do Direito. Portanto, todos os serviços fornecidos pelo Justificando seguem uma linha editorial transparente no que tange à defesa dos direitos humanos e das liberdades e garantias individuais.
Apesar da origem do Justificando ter se pautado exclusivamente no debate e cobertura dos setores da Justiça, procura-se cada vez mais atravessar esta máxima para alcançar outras áreas afins das ciências humanas.
A inserção de diversos colunistas não juristas tem como objetivo ampliar a interdisciplinaridade dos temas de forma a abordar os assuntos complexos na dinâmica mais acertada à área em discussão. Deste modo, progressivamente procura-se também atender a esta necessidade se aproximando de filósofos, cientistas sociais e políticos, antropólogos, economistas, psicólogos, criminólogos, biólogos e outras pessoas que atuam efetivamente nas causas de impacto, objeto dos assuntos mais relevantes para o espectro político no momento. Objetiva-se através do Justificando abranger todo espectro relacionado às ciências humanas voltadas para a transformação social, sempre respeitando a representatividade das minorias e seus lugares de fala.
Fonte:Yahoo.com
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