A Polícia Civil afastou, ao menos por ora, a tese de que pais biológicos de gêmeos recém-nascidos tinham a intenção de vender as crianças a um casal que pagou consultas e o parto, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Além de todos os envolvidos negarem, em depoimento, a situação, a delegada Kenia Segantini, responsável pelo caso, disse que o fato dos bebês já terem sido registrados pelos genitores indica a inexistência da comercialização.
"Seguimos investigando o caso, mas não há nenhum indício de que houve a venda ou a doação irregular. Os pais biológicos registram os bebês, o que geralmente não ocorre em situações onde há a intenção de ceder os filhos a outra pessoas", disse a delegada ao G1.
O documento foi anexado ao inquérito. A polícia ainda vai oficiar a Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva, onde foi feito o parto, para saber quem custeou as despesas. Em seguida, o caso será remetido à Justiça. A delegada pontua que a tendência é pedir o arquivamento.
Os dois casais já foram ouvidos e negaram as denúncias. Os que foram apontados como "compradores" alegaram que ajudaram nas despesas por caridade, versão corroborada pelos pais biológicos.
Nascimento
Os bebês nasceram de 36 semanas, no último dia 30 de junho. Segundo a psicóloga Rafaela Dias, o menino e a menina são saudáveis. Segundo a coordenação da maternidade informou ao G1 na manhã desta quinta-feira (5), por telefone, a mãe e os bebês seguem internados na unidade.
Em nota, a maternidade disse que "tomou todas as medidas legais cabíveis para que tal fato fosse investigado pelos órgãos competentes". O comunicado pontua ainda que a instutuição prestará todos os esclarecimentos necessários, assim como medidas para "preservar a intergridade física e emocional da mãe e dos recém-nascidos".
Os pais biológicos dos gêmeos são pessoas simples, com baixa condição financeira e moram em Campo Limpo de Goiás, a 17 km de Anápolis. No entanto, foram particulares as duas consultas que a mulher passou na unidade e a cesariana. A unidade não pôde informar quem custeou os serviços nem o valor pago.
O Conselho Tutelar também acompanha o caso. "É uma conhecida dela que já estava ajudando há uns dois meses antes do parto. Mas a mãe ao ser questionada em relação às crianças, ela negou, falou que não tinha intenção de dar as crianças", disse o conselheiro Lucas Soares.
Fonte:https://g1.globo.com/go/goias
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