Sobrevivente do tiroteio no Colégio Goyases, que deixou dois alunos mortos, a estudante Isadora de Morais, de 14 anos, começou um novo tratamento nesta semana para lidar com a perda dos movimentos das pernas. Moradora de Goiânia, a adolescente ganhou a terapia, mas precisa de ajuda para viajar a São Paulo para as sessões semanais, junto com a mãe.
“Desta vez, uma pessoa nos deu lugar para ficar e conseguimos comprar as passagens, mas não sei como será de agora para frente. Precisamos vir de avião porque a viagem de ônibus é muito longa. Ela não dá conta de ficar sentada tanto tempo e é preciso trocar a sonda”, disse ao G1 a mãe da estudante, a professora Isabel Rosa dos Santos.
O crime aconteceu em 20 de outubro de 2017, em uma sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia. Os tiros disparados por um colega de 14 anos causaram as mortes de João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, e deixaram Isadora e mais três alunos feridos. Filho de um casal de policiais militares, o atirador foi apreendido após o ato e está em um centro de internação para menores infratores.
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Isadora ficou 54 dias internada e recebeu alta em 13 de dezembro do ano passado. Ao deixar o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), a estudante foi surpreendida pelo ídolo, o cantor Israel Novaes. Em seguida, ganhou uma festa surpresa.
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No dia seguinte, em entrevista ao G1, Isadora contou que o atirador disse a ela que não tinha a intenção de machucá-la. “Eu me lembro de tudo, mas o que fica marcado mesmo é o momento em que eu fui atingida e ele falou pra mim que não era para ter me atingido, e eu rastejando, não estava sentindo as pernas. Pedia socorro, ninguém vinha”, contou Isadora.
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Desde então, Isadora faz terapia, duas vezes por semana, no Crer. A estudante contou que o tratamento em São Paulo veio para somar.
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“Nossa é muito bom, fiquei apaixonada, é um sonho. Vai me dar melhores resultados, mexem mais com minhas pernas e me ajudam no sentido de sentar, mandar estímulos para a minha perna, acho que vai dar um ótimo resultado”, diz Isadora.
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Conforme Isabel, estão previstas duas sessões por semana, com duração de duas horas, no período de quatro meses. "É um método que trouzeram dos Estados Unidos que dá maior independência à pessoa com lesão na medula", completou.
Fonte:https://g1.globo.com/go/goias
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