Uma Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa (Alerj) fará este ano audiências com as comunidades para conhecer melhor os problemas de poluição das praias da cidade do Rio.
O
gestor executivo do Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM), Gelson Serva, apresentou os projetos que estão em andamento. Ele falou sobre o Programa Sena Limpa, nome que se refere ao número de praias contempladas: Ipanema, Leblon, Leme, São Conrado, Urca e da Bica, na Ilha do Governador, até 2014, por meio de obras de saneamento e medidas como coleta de lixo superficial, limpeza de galerias e monitoramento e fiscalização do despejo de esgoto.
"Todo nosso objetivo é de médio e longo prazos. Em algumas praias, o número de ordem de grandeza de coliformes fecais tem diminuído, não a ponto de estar própria para banho, mas já é um avanço", explicou a gerente de Qualidade da Água do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Fátima Soares. Ela comentou que as praias da Bica e Ribeira, na Ilha, encontram-se entre as que apresentam melhora na balneabilidade. O oceanógrafo David Zee defendeu um trabalho nas origens do problema, como a despoluição de rios e a mobilização da população. "Temos responsabilidade. Sustentabilidade é inclusão social. Temos que nos organizar para que cada um contribua", afirmou.
Já o assessor de Meio Ambiente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea), Adacto Ottoni, reforçou a importância da busca de soluções com sustentabilidade ambiental, que sejam socialmente desejáveis e ecologicamente e economicamente viáveis. Também presente na mesa da audiência, o jornalista Túlio Brandão lembrou que a poluição das praias é um problema de saúde pública e que, mesmo com os megaeventos esportivos que se aproximam, as ações de saneamento têm que ser de longo prazo e duradouras.
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