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Crianças são mais suscetíveis a doenças respiratórias no inverno
Data Publicação:03/07/2012

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta sobre a importância de evitar automedicação e consultar um pediatra na estação mais fria do ano

 


As baixas temperaturas trazem na bagagem uma série de doenças respiratórias que afetam as crianças e preocupa a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. As principais são as infecciosas, causadas por vírus ou bactérias, como resfriados, gripes e sinusites. Também é importante lembrar as doenças alérgicas, como a rinite e bronquite. Pelas mudanças do clima, é comum que elas também se manifestem com maior frequência. 

As doenças apresentam sintomas parecidos, como dor de garganta, rouquidão, tosse e febre. Para identificá-las com precisão, é necessário consultar um médico pediatra. Evite dar remédios aos filhos baseando-se apenas nos conselhos dos vizinhos ou ensinamentos da vovó. A febre, por exemplo, não deve ser encarada como uma doença, mas sim como um sinal de alerta do organismo para algum problema em seu funcionamento. 

- A febre é um sinal do organismo mostrando que alguma coisa errada está acontecendo, é uma defesa. Não é causa, é consequência. Levando-se isto em conta, existe muita controvérsia sobre quando tratar. Em geral recomenda-se utilizar medicação quando a temperatura ultrapassa 37,5º C - aponta o médico membro dos comitês de Infectologia e de Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Juarez Cunha.

Em geral, a febre deve ser encarada com preocupação quando ultrapassa os 39º C. Outro mito que habita o imaginário dos pais de primeira viagem é sobre a eficiência dos termômetros digitais, que não seriam tão eficientes quanto os de mercúrio. Na verdade, ambos são confiáveis desde que aprovados pelo Inmetro. A única diferença está na praticidade. 

Você sabe, por exemplo, identificar a diferença entre amigdalite, faringite e laringite? Na verdade, todas são quadros infecciosos que se diferem apenas pelo local onde ocorrem. De qualquer forma, os sintomas semelhantes, como a dor de garganta, impedem a fácil discriminação entre quadros virais ou bacterianos. Saber se doença foi ocasionada por uma bactéria é essencial, pois se este for o caso, é necessário o uso de antibióticos para o combate da doença. Quando se trata de um vírus, os sintomas geralmente regridem sem tratamento específico. 

A famosa gripe é nada mais que uma infecção viral das vias aéreas, que também pode apresentar sintomas que envolvam as amígdalas, faringe ou laringe. O melhor modo de combater a gripe viral é a utilização de medicações inespecíficas com o objetivo de aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. 

A diminuição de apetite é normal nesses quadros infecciosos. Justamente por isso, é tão importante fazer uma avaliação com o pediatra, para que seja possível analisar a necessidade de submeter à criança a algum tratamento específico.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul realiza na próxima semana a
5ª edição do Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria. A atividade, promovida pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), reúne os médicos responsáveis pela saúde das crianças de 27 a 30 de junho, no Centro de Eventos da PUC-RS. Informações adicionais pelo site www.gauchopediatria.com.br ou pelo telefone (51) 3328-6337. 

Redação: Rafael Dias Borges
Coordenação: Marcelo Matusiak

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.

PlayPress Assessoria de Imprensa





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