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Após assistir aos atletas profissionais exigirem o máximo de seus músculos e articulações em busca de uma medalha olímpica até o último domingo (12/08), é comum surgir inspiração para iniciar uma nova prática esportiva. Antes de começar, é essencial consultar um ortopedista, além de realizar uma triagem com exames de imagem para verificar se existe algum tipo de predisposição a lesões. Existem muitos casos de lesões nos joelhos ou quadril que poderiam ser evitadas, se esta prática fosse adotada pelos esportistas de final de semana.
- A radiologia tem um papel preventivo nas patologias do esporte. O tenista Gustavo Kuerten sofria do "Efeito Pincer", que poderia ter sido resolvido com uma cirurgia preventiva, se detectado com antecedência. As mulheres tem grande predisposição a luxar a patela, o que pode ser resolvido com fisioterapia, a fim de corrigir a laterização da rótula. Os exames de imagem são bons para fazer o diagnóstico precoce - considera o radiologista da Clínica São Marcelo, de Goiânia, Renato da Silva Faria.
A Ultrassonografia tem um papel fundamental na detecção de lesões superficiais, como as famosas tendinites. O exame é extremamente eficaz para detectar danos nos joelhos e quadril, alcançando o índice de êxito em 80%. Apenas 20% são atribuídos a outros exames, nestes casos, são lesões mais internas, que afetam os meniscos, por exemplo. Então se fazem necessários exames com maior profundidade, como a Ressonância Magnética.
- A primeira coisa é consultar um médico do esporte, para fazer os exames necessários para a prática da modalidade desejada. O certo é fazer os exames de rotina, antes da adoção do esporte, para saber como estão seus alinhamentos ou se existem predisposições a obter lesões nas articulações. Não existe uma periodicidade, mas sim um pré-diagnóstico. Se o paciente sentir um incômodo posteriormente, deve procurar os exames adequados - conclui Renato.
O tema foi debatido na 2ª edição deste ano do Curso de Atualização CBR, que teve como tema "US Musculoesquelético e Medicina Interna". A atividade foi realizada pela Associação Gaúcha de Radiologia e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, em Porto Alegre.
Redação: Rafael Dias Borges Coordenação: Marcelo Matusiak |