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O ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva conclamou nesta quarta-feira o PT a sair da
defensiva e ajudar a presidente Dilma Rousseff, que, na sua avaliação,
enfrenta uma tentativa de golpe. Na abertura da segunda etapa do 5º
Congresso do PT, em Brasília, Lula disse que o partido é a "bola da
vez", previu tempos difíceis pela frente e afirmou que ninguém deve
pensar agora na eleição de 2018. Lula criticou a elite e os meios de
comunicação e pediu aos petistas que não aceitem a pecha de corruptos.
"Agora, a bola da vez somos nós", disse, ao falar sobre o escândalo da
Petrobras. Para ele, a imprensa já condenou o PT, seja qual for o
resultado da Operação Lava Jato.
Diante da plateia formada por 500 petistas, pediu a todos que se
transformem em "Dilma" para defendê-la em todos os cantos. "Ninguém
aguenta uma passeata um dia sim e outro também. Deixem a mulher
trabalhar, gente! Ela tem que se preocupar em governar o País" Ao se
referir ao PSDB do senador Aécio Neves, declarou que "eles acham" que a
campanha não acabou e foi irônico ao falar sobre a arrecadação dos
adversários. "Parece que os tucanos arrecadam dinheiro como se fosse
Criança Esperança. Não tem empresário. São os oprimidos que doam para
eles". ara Lula, a elite não aceita o PT porque o partido cometeu o "crime" de
melhorar a vida da população. "Querem sistematicamente destruir o nosso
partido. Eles começaram a ficar apavorados com a perspectiva de quinto
mandato, mas ninguém tem de pensar em 2018. Eu não sou melhor do que
ninguém, mas se enfiar todos eles um dentro do outro eles não são mais
honestos do que eu." Na avaliação do ex-presidente, a imprensa já
condenou o PT na Operação Lava Jato. "A gente reclama das investigações?
Não. A gente reclama da interpretação das investigações. Daqui a pouco
vão querer saber a cor e a qualidade do papel higiênico que se usa no
Palácio", afirmou ele.
Lula almoçou hoje com Dilma e se
reuniu com deputados e senadores do PT, indicando que terá papel
decisivo no segundo mandato de sua afilhada. Diante de um cenário de
turbulências na seara política e na economia, o ex-presidente tentou pôr
um freio de arrumação na crise, para não deixar a ofensiva da oposição
sem resposta. "Estamos preparados para repelir qualquer tentativa
golpista no País", disse o presidente do PT, deputado Rui Falcão. "Não
podemos permitir que os coxinhas ocupem a Avenida Paulista e a gente não
mostre a nossa presença. Nós nascemos na rua e não temos de ter medo de
ir para a rua", emendou.
Em um encontro com deputados e senadores, pela manhã, Lula também
pediu aos correligionários que ajudem Dilma. No almoço com a presidente
não faltaram críticas ao procurador-geral da República Rodrigo Janot,
que sugeriu a troca da diretoria da Petrobras, comandada por Graça
Foster. Para Janot, a corrupção consome a Petrobras como um "incêndio de
largas proporções".
Lula recomendou que os petistas digam exaustivamente que a sigla foi
quem mais combateu a corrupção. O ex-presidente também manifestou
preocupação com a imagem do PT e orientou os companheiros a não
"aceitarem calados" os "desaforos" dos oposicionistas. Na reunião com os
parlamentares, ele disse que assistiu recentemente a uma sessão de
debates no Congresso onde só a oposição atacava e nenhum aliado defendeu
o governo. "Falaram 10 deles e nenhum dos nossos", questionou. Aos
petistas, elogiou a mudança da equipe econômica e disse que Dilma
acertou na troca dos ministros da Fazenda e Planejamento. "O caminho que
ela iniciou foi correto", relatou o petista. Ao ex-presidente, os
parlamentares se queixaram da articulação política do Palácio do
Planalto com o Congresso e pediram que Ricardo Berzoini (ministro das
Relações Institucionais) assuma em definitivo esse trabalho.
Fonte:Yahoo.com
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