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| Perfis falsos fizeram parte da campanha de Dilma, em 2010 |
| Data Publicação:12/03/2018 |
Quatro pessoas foram contratadas, em 2010, para criar e gerir perfis falsos a favor de Dilma Rousseff durante sua campanha para a Presidência, revelou a BBC Brasil. Três dos envolvidos, ouvidos anonimamente pelo site, disseram terem sido pagos cerca de R$ 4 mil por mês durante o período eleitoral. Quem teria feito os contratos é uma empresa de marketing eleitoral Ahead Marketing, pertencente a Gabriel Arantes Cecílio e, então, a Arnaldo Lincoln de Azevedo.
Segundo os entrevistados, o trabalho consistia em se reunir em um apartamento em Higienópolis, bairro da capital paulista, e gerar conteúdo para blogs e perfis falsos que impulsionariam a imagem de Dilma e seu correligionários nas redes sociais.
Teriam sido feitos 131 perfis falsos para fazer postagens que exaltassem a campanha da então candidata à Presidência e atacassem a candidatura de seu principal adversário, o tucano José Serra. Os usuários criados interagiam entre si e tentavam agir com “realismo” para se misturar entre perfis de pessoas verdadeiras.
Além da ação nas redes sociais, o grupo também mantinha blogs em que rebatiam reportagens feitas em crítica à Dilma e espalhavam notícias falsas sobre as eleições.
De acordo com os entrevistados pela BBC Brasil, a ponte entre a equipe e o PT teria sido feita por Fernando Pimentel, atual governador de Minas Gerais; o publicitário Ruy Nogueira Netto, dono do apartamento onde havia reuniões; e Danielle Fonteles, dona da agência de marketing digital que fazia a campanha oficial de Dilma.
Em nota, Dilma disse que nunca “contratou ou autorizou que fosse contratado quaisquer serviços relativos a perfis e notícias falsos” e que “desconhece quaisquer das empresas ou pessoas que agem nessa área”.
Por sua vez, o diretório do PT em Minas Gerais respondeu que “não tem conhecimento sobre a contratação de qualquer empresa com a finalidade de criação e manutenção de perfis falsos.”
Gabriel Arantes Cecílio, um dos sócios da Ahead, disse que as “afirmações sobre formas pagamentos não correspondem à realidade. Também não é verdade que estivemos envolvidos na produção de notícias falsas, como foi apontado”. Mas admitiu que conhece os citados e que tem amizade com Ruy Nogueira.
O seu então sócio, Arnaldo Lincoln respondeu de maneira similar, dizendo que “as informações sobre pagamentos não correspondem à realidade” e que seria “inverídica a informação sobre suposto envolvimento na produção de notícias falsas, como foi apontado”. Ele também diz ter amizade com Ruy Nogueira.
Nogueira disse que não esteve envolvido na campanha de Dilma Rousseff, mas que conhecia os publicitários. Disse também que recebeu “militantes do PT” em sua casa durante a campanha, mas que não tinha “conhecimento maior sobre como atuavam”.
Fonte:Yahoo.com
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