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| Geraldo Alckmin defende posse de arma em zona rural |
| Data Publicação:03/08/2018 |
O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou em entrevista à GloboNews, nesta quinta-feira, que defende a posse de arma na zona rural pelas circunstâncias do interior. Mesmo assim, para ele, isso não resolve o problema.
“Até os 16 anos de idade, nunca morei na cidade, só morei na zona rural. Sempre teve uma espingarda lá em casa. Você não tem viatura passando na porta de uma zona a trinta quilômetros de distância. Um lugar ermo, sozinho, você não tem telephone”, justificou Alckmin.
O candidato, que oficializou a senadora Ana Amélia (PP-RS) candidata a vice nesta sexta-feira, também comentou que avalia a extinção do Ministério do Trabalho. Para Alckmin, a ideia ainda está sendo discutida, mas surgiu pela vontade de deixar as definições e a gerência das relações de trabalho, das políticas salariais, de geração de emprego e da fiscalização com os trabalhadores.
“Imposto sindical é absurdo. O Brasil tem 17 mil sindicatos, dos quais 11,5 mil sindicatos de trabalhadores e 5,7 mil sindicatos patronais. O imposto syndical não voltará, nós somos contra”, afirmou o candidato. “Agora, a manutenção dos sindicatos é um assunto dos trabalhadores. Como fazerem o sindicato, como a representação pode ter meios de subsistência? Isso é dos trabalhadores. São eles que vão decidir”, completou.
Antes da nova lei trabalhista, o imposto sindical era obrigatório. Com a reforma aprovada no Congresso Nacional, em 2017, a regra caiu e em junho, deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisou o tema e rejeitou a volta da obrigatoriedade.
Alckmin também disse que não pretende aumentar impostos. “Como vamos fazer o ajuste? Pelo lado da despesa, com reformas e retomando a atividade econômica. […]. Para o Brasil voltar a crescer, precisa ter investimento. Para ter investimento, precisa ter confiança”, afirmou.
Sobre o aliança com o centrão, o candidato voltou a afirmar que não é só pelo tempo de tv, mas, sim, para, se eleito, ter como governar. “Nós temos no Brasil um quadro pluripartidário, o que é muito ruim. São 35 partidos, esta é a realidade. Você precisa ter, desde Cruzeiro do Sul, no Acre, até o sul do Brasil, capilaridade e presença. Estamos fazendo aliança em torno de um projeto. Todo mundo sabe as reformas que eu defendo”, completou.
No tema da reforma política, Alckmin falou que o voto distrital misto e a cláusula de desempenho precisam ser ainda mais fortes para que haja menos partidos. Além disso, as reformas tributária e da Previdência também devem ser votadas logo no começo de sua possível gestão. Sobre essa última, ele defendeu a reforma com regime geral para os setores público e privado e longa transição, mas sem definição ainda sobre idade mínima para aposentadoria.
Fonte:Yahoo.com
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