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| ‘Vice não apita nada, mas atrapalha muito’, diz Bolsonaro |
| Data Publicação:28/09/2018 |
Em meio a escândalos como a suposta ameaça de morte a ex-mulher, ocultação de patrimônio e renda acima de seus vencimentos, o candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro tenta retomar o comando de sua campanha ainda no hospital.
O primeiro passo foi conceder uma entrevista ao apresentador José Luiz Datena. Gravada na manhã desta sexta-feira no hospital Albert Einstein, o encontro foi reproduzido no começo da noite.
Ao ser questionado sobre as declarações do vice de sua chapa, Bolsonaro tentou amenizar o discurso de Hamilton Mourão dizendo que ele não tinha experiência com a imprensa. Ele também confirmou que pediu para que o general parasse de fazer declarações públicas. “Vice não apita nada, mas pode atrapalhar muito”, argumentou.
Entre outras coisas, Mourão chamou negros e índios de indolentes, defendeu um autogolpe e criticou o décimo terceiro salário.
Bolsonaro também criticou os planos de Paulo Guedes, o seu tutor econômico. Segundo o candidato liberal, a menção a CPMF “saiu da boca dele meio que sem querer”.
Estagnado nas últimas pesquisas de intenção de voto e com um cenário desanimador em simulações de segundo turno, Bolsonaro voltou a colocar o processo eleitoral em dúvida caso seja derrotado. O grande problema, segundo ele, foi o STF derrubou o voto impresso. E que, com isso, a suspeição vai estar no ar. Ele diz que há nas ruas diferença enorme em como ele é tratado nas ruas e como os outros candidatos são tratados. “Não desconfio dos ministros do TSE pois eles não tem capacidade de hackers. Mas, desconfio de alguns profissionais dentro do TSE.”
Datena aproveitou o clima ameno da entrevista e questionou o candidato liberal sobre as graves denúncias contra ele publicadas na revista “Veja” desta sexta-feira. “Ali tem partilha de bens, a guarda dos filhos, e ela diz claramente que sangue quente fala-se coisas que não existe. É acusação de uma pessoa que ela mesmo diz que não aconteceu”, disse.
Nega problemas com mulheres e ataca artistas
Bolsonaro também aproveitou para criticar a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) e afirmou que nunca teve problemas com mulheres e que as críticas que recebe são de uma pequena parcela da população feminina. Segundo ele, a igualdade foi uma conquista bem vinda. E que não se deve discutir diferença salarial entre homens e mulheres, pois isso já está na lei.
Ele também comentou a ojeriza da classe artística e intelectual ao seu nome. Segundo ele, aparentemente os artistas sofreram “lavagem cerebral” e estão com medo de perder “dinheiro com a revisão da Lei Rouanet”.
Atentado e debates
Bolsonaro também falou sobre o atentado. Ele criticou novamente o andamento das investigações e defendeu a tese do atentado ter sido político. “MaisSe foi crime político, atentado do crime organizado, Bolsonaro diz que ‘tudo é possível’ no caso da tentativa de seu assassinato”, disse. Ele também disse que ficará sem fazer campanha por 10 dias e que deve participar de debates no segundo turno.
Fonte:Yahoo.com
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